segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

BARBADA!

DESCONTO INCRÍVEL!

Super oferta encontrada na Etna no domingo de Carnaval que vai render um post que já tem até nome: Homens de Preto. Aguarde.




Perdão pela foto de celular.

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Carnaval, na real.















Estou rabugento, por isso o texto vai assim mesmo, pior que o habitual.

Acho Carnaval de cidade grande um pé no saco.
O que acontece de especial nesses quatro dias numa metrópole como Campinas que não role em outra data qualquer? Ainda tem gente que se reprime o ano todo pra rasgar a fantasia, soltar a franga, chutar o pau da barraca e/ou sair do armário nessa época?
Duvido!
Não vejo o reinado de Momo como uma manifestação artística, cultural, ou o entrelaçamento de classes sociais e todas as outras bobagens que me ensinaram na escola para justificar a esbórnia nacional. Naquela época, putaria e porre com data marcada era motivo de orgulho para o valoroso povo brasileiro. Vendíamos para nós mesmos a imagem subjacente que nos outros 361 dias do ano éramos “gente aproveitável”.

As superproduções da indústria do samba são tão fundamentais para a sociedade brasileira quanto o Big Brother Brasil: Programa pra bobo assistir, votar, torcer e consumir toneladas de porcarias anunciadas pelos mascarados da vez. A mesma máscara negra que esconde teu rosto, mercado.

Tem mais:
Já disse Saint-Exupéry que “tudo na vida há que ter ritual”. Isso justificaria o Carnaval se ainda vivêssemos sob repressões sociais, sexuais, intelectuais. Fazer com entusiasmo artificial o que se faz todos os dias é como rir por obrigação.
O Carnaval não é mais contraponto de nada, só uma data para praticar de forma ainda mais irresponsável o livre arbítrio que para as gerações passadas era utopia:

-Eu sou aquele pierrot, que te abraçou, que te beijou meu amor...
-Qual dos 53, querido?

-Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval...
-Não enrola. Beija logo que a fila anda...

-Oh, quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão...
-Cadê o Extase? Eu não tô nessa viagem, não.
°o0o°
Sabe o que me deixou assim tão ranzinza?
-Foi a camélia que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu.
-Foda-se. Ninguém mais sabe o que é uma camélia.

Rosna...rosna...rosna!!! Rrrrrrrrrrrrrrr!
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Bolores de uma noite de verão.












Janeiro vai acabar dentro de algumas horas.
Que leve embora esse (contagiante) mau humor climático que eu preciso de sol.
Estou embolorando!
Veja a umidade aí em cima...
Vietnã!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

CABEÇAS BRILHANTES.

Eles começaram a me abandonar quando eu tinha uns 25 anos. Não dei muita importância na época, pois, aparentemente, os genes que supunha carregar não determinavam um futuro “sem teto” para mim. Meus irmãos, todos mais velhos que eu, ainda hoje ostentam vastas cabeleiras, o que me faz imaginar uma das seguintes alternativas.

(___) Sou adotado.

(___) Sou o mais estressado de todos.

(_X_) Tenho mais testosterona que os três juntos.

Prefiro a última opção, é óbvio.

Há uns quatro anos, por sugestão da Josy, minha ex-cabeleireira, abandonei a tesoura e passei a ser tosquiado com uma máquina com pente # 4 que deixava meus cabelos com 12 mm. O tempo foi passando e acabei me tornando mais ousado: Pente # 3 com 9 mm, depois o # 2 com 6 mm e em abril do ano passado arrisquei o pente # 1 que deixa a penugem com apenas 3 mm.
Em outubro passado tentei marcar hora com a Josy durante duas semanas. O salão andava abarrotado de clientes e parece que, depois que adotei a máquina de tosquiar, fui relegado ao nível de freguês de segunda categoria. Faz sentido, uma cabeleireira cuida de cabelos e esses eu quase já não os tinha mais. Foi assim que comprei minha própria maquininha pelo equivalente a duas visitas ao salão da Josy.
Descobri que é muito fácil usa-la e o melhor é que sempre está disponível, não tenho que conciliar meu tempo com uma vaga na disputadíssima agenda da cabeleireira.

Em dezembro último, deparei com uma foto da estonteante Natalie Portman careca. Sempre achei super-atraentes as mulheres de cabelo muito curto e essa foto me impressionou tanto que acabei virando um colecionador de escalpos. Comecei com as mulheres, depois passei aos galãs, mais tarde adquiri algumas carecas santas e outras que nos fazem felizes. Fucei tanto que acabei descobrindo no site Worth1000.com até aquelas que não existem, mas gostaríamos de ver. Mesmo grande, minha coleção estava ficando monótona, então, domingo passado, tirei o pente # 1 do tosquiador e entrei para a confraria das cabeças brilhantes.

AS BELAS:Tudo bem, a Britney não merecia estar aqui.

FAMOSOS & CHARMOSOS:

OS CARECAS DO BEM:

CARECAS QUE NOS FAZEM FELIZES:

CARECAS QUE GOSTARÍAMOS DE VER:

e EU:
















Com a Hebe ao fundo em 29/01/2008 numa pose para a revista Viagem & Turismo de fevereiro.
Parece que a matéria vai sair sem foto, deve ser preconceito do editor (cabeludo).

domingo, 27 de janeiro de 2008

FOGUEIRAS & VAIDADES.


Auto-retrato em sombra líquida no Ribeirão das Cabras.

Acho que foi numa crônica do Veríssimo onde li: “O fogo era a TV do homem das cavernas”. O autor discorria sobre o fascínio que as chamas ainda hoje exercem sobre os seres humanos. Concordo plenamente e acrescento: Somos todos potencialmente “pirolátras” – termo que acabei de inventar por considerar bem mais adequado que piromaníacos.
Basta uma vela para ficarmos hipnotizados e quanto maior o fogo, mais “piramos” nele.
Nós, humanos de 2008, ainda gostamos de nos sentar junto a uma fogueira, uma lareira, ou um fogão a lenha e de quando-em-quando nos surpreendemos divagando nas mais altas estruturas filosóficas que conseguimos alcançar. Diante do fogo somos impelidos ao silêncio, à meditação e fazemos isso publicamente, sem o menor pudor, muitas vezes em grupos. Contemplar as chamas nos afasta dos interesses materiais e nos conduz à pensamentos mais elevados.

Outro hábito não menos automático e também de raízes ancestrais, é o de se auto-analisar diante do nosso reflexo, até de nossa sombra. Ninguém resiste a um espelho, mas só nos dedicamos a uma observação minuciosa de nossa carcaça se não houver testemunhas. Em público apenas damos uma breve espiada para conferir se não estamos muito inadequados (usando nossos critérios) aos olhos dos outros observadores. Já, na intimidade de nosso quarto ou banheiro, diante de espelhos confidentes e discretos, ousamos esmiuçar cada poro de nosso corpo, quase sempre em busca de imperfeições e maneiras de corrigi-las ou disfarça-las. A coreografia ridícula que (quase) todos nós praticamos quando nos entregamos a auto-observação (encolher a barriga, endireitar as costas, arrebitar a bunda, fazer caretas) só é superada pela mediocridade do que realmente se passa em nossas cabeças nesse momento: Não sou suficientemente bonito, gostosa, charmoso, peituda quanto gostaria.

Essa fixação na imagem incompleta que os espelhos nos oferecem é que gera cada vez mais pessoas bonitas e vazias e a espantosa prosperidade das clínicas de estética.
Na frente do espelho tendemos a perder a espontaneidade e corremos o risco de levar essa encenação para além dos limites da nossa intimidade, como se tudo fosse um “reality-show” do eu-pra-mim. Um passo da total insanidade.

Resumindo o paradigma: Quando contemplamos o fogo nos introspectamos e temos pensamentos nobres, mas na própria observação, tendemos a desenvolver idéias primitivas sobre nosso papel nessa existência.

Se não fosse pelo aquecimento global, iria propor uma campanha mundial: Troque seu espelho por uma fogueira. Se nem assim se sentir mais feliz, jogue-se nela.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Outras cores.

Outro dia, passando em frente a casa-teatro-atelier (um dia explico) do Sebastian e da Natasha, aqui em Joaquim Egídio, vi essas caixinhas de madeira multi-coloridas e me lembrei de uma conversa que tive com um cliente da pizzaria (elevado à categoria de amigo), o Mark.
Mr. Mark é norte-americano recém chegado ao Brasil e o "bam-bam-bam" para a América Latina de uma multinacional de tintas automotivas.
Ele se disse surpreso com o nosso gosto pela "falta de cores" nos automóveis: -Vocês, brasileiros, só compram carros de cor preta, branca ou prata! Onde estão o calor latino e as referências tropicais?
Ele tem toda razão. A esmagadora maioria dos carros produzidos no Brasil no século XXI ostentam essa falta de cor.
Hipnotizado com o colorido das caixinhas da Natasha, imaginei que os congestinamentos seriam mais suportáveis se não levassemos nossos carros tão a sério.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A PELE NOSSA DE CADA DIA.

Houve um tempo que por questão de praticidade e preguiça todas as minhas roupas tinham apenas tons militares: Variações de verde e de cáqui. Mesmo no escuro podia me vestir adequadamente, pois tudo combinava.
Não sei quando e nem porque novas cores passaram a me cobrir, simplesmente aconteceu.
Claro que não foram as roupas que escolheram morar em meu armário, não são elas as responsáveis por essa atual versão de mim, mas ao contrário: Elas refletem, suponho, um novo olhar que eu coloquei sobre a vida. Existe uma mudança, tão sutil que só percebi essa tarde ao contemplar meus cabides ao sol.
Assim também acontece com as rugas, com a careca, com o grau dos óculos, com o trabalho, os relacionamentos, as convicções, as amizades. Quando acordamos, estamos mudados. Nem melhores, nem piores, apenas diferentes das nossas versões anteriores.
É bom eu prestar mais atenção a todas as pequenas mudanças pra não correr o risco de virar apenas um cabide pendurado na corda da vida e um dia ser surpreendido vestindo uma “pele” que, por apego ao passado, julgue inadequada.

Dica: Cabides no varal multiplicam o espaço, facilitam na hora de passar e se ventar, acontece um carnaval de fantasmas no quintal. (Seria um “almaval" ?)

SAMPA


"Ademito" falta de assunto. Mas esse recurso de postar as fotos direto do Picasa é ótimo.

Borboleta de corrida.


# 08

Por falta de um caminhão...


Joguei nessa placa durante um mês!