DESCONTO INCRÍVEL!Super oferta encontrada na Etna no domingo de Carnaval que vai render um post que já tem até nome: Homens de Preto. Aguarde.
Perdão pela foto de celular.
Eles começaram a me abandonar quando eu tinha uns 25 anos. Não dei muita importância na época, pois, aparentemente, os genes que supunha carregar não determinavam um futuro “sem teto” para mim. Meus irmãos, todos mais velhos que eu, ainda hoje ostentam vastas cabeleiras, o que me faz imaginar uma das seguintes alternativas. (___) Sou adotado.
(___) Sou o mais estressado de todos.
(_X_) Tenho mais testosterona que os três juntos.
Prefiro a última opção, é óbvio.
Há uns quatro anos, por sugestão da Josy, minha ex-cabeleireira, abandonei a tesoura e passei a ser tosquiado com uma máquina com pente # 4 que deixava meus cabelos com
Em outubro passado tentei marcar hora com a Josy durante duas semanas. O salão andava abarrotado de clientes e parece que, depois que adotei a máquina de tosquiar, fui relegado ao nível de freguês de segunda categoria. Faz sentido, uma cabeleireira cuida de cabelos e esses eu quase já não os tinha mais. Foi assim que comprei minha própria maquininha pelo equivalente a duas visitas ao salão da Josy.
Descobri que é muito fácil usa-la e o melhor é que sempre está disponível, não tenho que conciliar meu tempo com uma vaga na disputadíssima agenda da cabeleireira.
Em dezembro último, deparei com uma foto da estonteante Natalie Portman careca. Sempre achei super-atraentes as mulheres de cabelo muito curto e essa foto me impressionou tanto que acabei virando um colecionador de escalpos. Comecei com as mulheres, depois passei aos galãs, mais tarde adquiri algumas carecas santas e outras que nos fazem felizes. Fucei tanto que acabei descobrindo no site Worth1000.com até aquelas que não existem, mas gostaríamos de ver. Mesmo grande, minha coleção estava ficando monótona, então, domingo passado, tirei o pente # 1 do tosquiador e entrei para a confraria das cabeças brilhantes.
Tudo bem, a Britney não merecia estar aqui.





Acho que foi numa crônica do Veríssimo onde li: “O fogo era a TV do homem das cavernas”. O autor discorria sobre o fascínio que as chamas ainda hoje exercem sobre os seres humanos. Concordo plenamente e acrescento: Somos todos potencialmente “pirolátras” – termo que acabei de inventar por considerar bem mais adequado que piromaníacos.
Basta uma vela para ficarmos hipnotizados e quanto maior o fogo, mais “piramos” nele.
Nós, humanos de 2008, ainda gostamos de nos sentar junto a uma fogueira, uma lareira, ou um fogão a lenha e de quando-em-quando nos surpreendemos divagando nas mais altas estruturas filosóficas que conseguimos alcançar. Diante do fogo somos impelidos ao silêncio, à meditação e fazemos isso publicamente, sem o menor pudor, muitas vezes
Essa fixação na imagem incompleta que os espelhos nos oferecem é que gera cada vez mais pessoas bonitas e vazias e a espantosa prosperidade das clínicas de estética.
Na frente do espelho tendemos a perder a espontaneidade e corremos o risco de levar essa encenação para além dos limites da nossa intimidade, como se tudo fosse um “reality-show” do eu-pra-mim. Um passo da total insanidade.
Resumindo o paradigma: Quando contemplamos o fogo nos introspectamos e temos pensamentos nobres, mas na própria observação, tendemos a desenvolver idéias primitivas sobre nosso papel nessa existência.
Houve um tempo que por questão de praticidade e preguiça todas as minhas roupas tinham apenas tons militares: Variações de verde e de cáqui. Mesmo no escuro podia me vestir adequadamente, pois tudo combinava.